A reunião foi mais curta, discutimos sobre a próxima tertúlia e sobre saídas culturais que está cada vez mais difícil de se conseguir um transporte.
A roda de prosa com o professor Leonardo Esteves Lopes, foi muito proveitosa, ele nos relatou sobre os museus que visitou na Europa e EUA. Contou sobre sua experiencia e a visão que teve da importância de se fazer ciência nesse lugares, e que aqui nosso país as coisas não são tão fáceis e nem simples. Eu gostei bastante, aprendi muitas coisas, e um ponto negativo é que faltou muitas pessoas.
Nem todos gostaram, pois ele criticou nosso país em vários quesitos, e isso doeu em algumas pessoas.
Eu achei que ele falou algumas verdades, e que depende de nós para mudarmos muitas situações.
No estudo de quinta-feira, discutimos um texto de Stuart HALL, A identidade em questão. Este estudo foi mediado pela professora Suzelita e eu fiz algumas observações para compartilhá-las aqui:
*Começamos com uma rodada em que cada um tentou explicar ou definir o que entendia por identidade.
*O acúmulo de arquivos temporários dificulta na descoberta de quem somos, ou seja, na descoberta de nossa própria identidade. Os arquivos temporários são preocupações, estresses, correria do dia a dia, a não reflexão, não pensar sobre nós mesmo, não tentar sanar ou resolver momentos em que sentimos vazios dentro de nós. Tudo isso dificulta a nos entendermos e nos descobrimos durante a vida.
*Atualmente, como não nos conhecemos bem, nos escondemos em várias máscaras, antigamente as pessoas comuns não possuíam máscaras porque suas vidas eram muito mais estáveis e equilibradas do que hoje em dia.
*Atualmente, a grande maioria das pessoas apresentam crises existenciais. As rápidas mudanças da atualidade fazem com que cada vez mais as pessoas se questionem sobre quem são e sobre o que serão. Para não se deixarem tomar por máscaras, as pessoas precisam saber claramente quem são. As máscaras, ou seja, o não conhecimento de si próprio gera várias doenças, como depressão, bipolaridade, estresse, entre outras que estão cada vez mais comuns em nossa sociedade.
*Pensar no que é importante para nós, no que nos faz feliz, ajuda a formar/descobrir nossa verdadeira identidade.
O momento de estudo foi muito bom, nunca vou me esquecer de uma frase que a Suze disse para mim: Juliana você é uma pessoa que busca muito a sua verdadeira identidade, e você vai se encontrar. ;)
Eu levei para mim que a NÃO percepção de nós mesmos, e a NÃO aceitação de nuances em nossas vidas faz com que a realidade não se mostre tal como ela é, leve e simples.

"Eu... eu... nem eu mesmo sei, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então."
Lewis Carroll
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