Na reunião do dia 19 tivemos a seguinte pauta:
*Avaliação da Tertúlia
*Avaliação da Roda de prosa
No geral todos os colegas gostaram bastante da tertúlia, mas nem todos gostaram do momento de estudo mediado pelo professor Leonardo, pelo fato de ele ter criticado nosso país em alguns quesitos.
No dia 21, continuamos o estudo com a professora Suzelita. Vou escrever um pequeno texto que fiz durante as reflexões.
*É muito importante fazermos escolhas que estão de acordo com nossas vontades, com as nossas crenças, nossa profundidade. Devemos fazer mestrado ou doutorado para ser aquilo que queremos, e não por pressão ou causas externas.Muitos doutores não sabem valorizar as pessoas e nem os próprios filhos. *Seremos o professor que encontrarmos dentro de nós mesmos.Nunca devemos confundir identidade com profissão. Estamos estudantes, não seremos para sempre. Podemos estar professores, estar médicos, mas podemos mudar, e não é certeza que seremos para sempre. Aquilo que ESTAMOS não é nossa identidade, porque é mutável, temporário. Nossa identidade, aquilo que SOMOS, não é uma fase, nem temporário.
*Quando se trabalha com identidade, se trabalha com cultura, porque cada época e lugar , forma as diversas identidades. Como exemplo a diferença de Baianos e Mineiros. Ou De brasileiros para japoneses.
*Continuo refletindo sobre quem eu sou e sobre o que realmente quero para mim. O caminho não é tão simples, somos muitas vezes empurrados a buscar o que não queremos e a nos matar todo dia um pouco por coisas que não são próprias de nossas vontades mais profundas.
Deixo uma imagem cômica e uma reflexão que li e que tem a ver com essa nossa busca de nós mesmo.
"...Nosso dever é redescobrir o que é verdadeiro para nós e não esconder
nossos sentimentos de qualquer pessoa ou de nós mesmos, mas sim ter
liberdade e segurança em nossas relações pessoais, para decidirmos seguir na
direção que escolhemos. Não “devemos” ser o que nossos pais ou a sociedade
querem nos impor ou definir como melhor. Precisamos compreender que
nossos objetivos e finalidades de vida têm valor unicamente para nós; os dos
outros, particularmente para eles.
Obrigação pode ser conceituada como sendo o que deveríamos fazer
para agradar as pessoas, ou para nos enquadrar no que elas esperam de nós;
jáo dever é um processo de auscultar a nós mesmos, descortinando nossa
estrada interior, para, logo após, materializá-la num processo lento e constante.
Ao decifrarmos nosso real dever, uma sensação de auto-realização toma
conta de nossa atmosfera espiritual, e passamos a apreciar os verdadeiros e
fundamentais valores da vida, associados a um prazer inexplicável...." Hammed
"...Quem encontrou o seu lugar respeita invariavelmente o lugar dos outros,pois divisa a própria fronteira e, conseqüentemente, não ultrapassa o limite dosoutros, colocando na prática o “amor ao próximo”.Para que encontres o teu lugar, é necessário que tenhas uma“simplicidade lúcida”, e o despojar dos teus enganos e fantasias fará com queencontres a autêntica humildade.Para que não tenhas que ceder teu lugar a outro, é indispensável quevejas as coisas como elas são realmente e que uses o bom senso como pontode referência para o teu aprimoramento e para a tua percepção da verdadecomo um todo. Procura-te em ti mesmo: eis a possibilidade de sempre achareso lugar que te pertence perante a Vida Excelsa...." Hammed


